A ginecologia infanto-puberal acompanha meninas e adolescentes durante as mudanças da puberdade. Mais do que tratar sintomas, a consulta cria um espaço seguro para compreender o corpo, o ciclo menstrual, a higiene íntima, a vacinação e os cuidados que ajudam a construir autonomia em saúde.
Quando marcar a primeira consulta
A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) orienta que esse primeiro contato possa acontecer por volta dos 10 anos. Não é preciso esperar a primeira menstruação ou surgir um problema. O momento deve considerar o desenvolvimento e as necessidades de cada menina, sempre com acolhimento e participação da família.
Situações que merecem avaliação
Sinais de puberdade antes dos 8 anos ou ausência de características sexuais secundárias a partir dos 13 anos devem ser avaliados por um profissional de saúde. Também vale procurar orientação diante de coceira, corrimento, dor pélvica, cólicas que atrapalham a rotina, sangramento muito intenso, ciclos que preocupam a adolescente ou a família e dúvidas sobre desenvolvimento, higiene ou vacinação.
Dor forte, sangramento volumoso ou mal-estar importante exigem atendimento imediato.
Como costuma ser a consulta
O encontro começa por uma conversa sobre crescimento, antecedentes de saúde, medicamentos, vacinas, alimentação, atividade física e, quando já existe menstruação, sobre o ciclo. O exame físico não é automático: sua necessidade depende da queixa e deve ser explicada previamente, respeitando o conforto e os limites da paciente. A adolescente pode fazer perguntas e participar das decisões sobre o próprio cuidado.
Como a família pode ajudar
Trate a consulta como parte natural do cuidado, sem associá-la apenas à vida sexual ou a um problema. Antes do encontro, conversem sobre sintomas e dúvidas, mas permitam que a adolescente também fale com suas próprias palavras. Levar a carteira de vacinação, a lista de medicamentos e informações sobre a primeira menstruação e os ciclos, quando aplicável, ajuda na avaliação.
Um acompanhamento que constrói confiança
Criar vínculo com a ginecologista desde essa fase facilita conversas futuras sobre menstruação, prevenção, sexualidade, hábitos e saúde emocional. Na consulta com a Dra. Lourdes Deos, a orientação é individualizada e adequada à idade, com escuta da adolescente e da família em um ambiente acolhedor em Porto Alegre.